A melhor série de ficção científica em cartaz na TV
Fringe é uma série que tem revelado seus encantos aos poucos
, mas que já conquistou de vez os fãs de ficção científica. Assistindo aos primeiros episódios era difícil prever o nível de complexidade que a série está atingindo no final da primeira temporada, em uma evolução impressionante. Fringe é uma das melhores séries em cartaz, e só podia ser uma obra dos mesmos criadores de Lost e do novo Star Trek, que será assunto de uma próxima coluna, exclusivamente dedicada as novas aventuras do Capitão Kirk e Spock.
Voltando a Fringe e seus mistérios, tudo gira em torno de vários acontecimentos inexplicáveis que devem ser investigados pelo improvável trio Olivia, Walter e Peter Bishop. Enquanto isto, outros personagens fascinantes entram em cena, como o Observador, um misterioso careca sem sobrancelhas que pode ler pensamentos e aparece em absolutamente todos os episódios, em alguns influindo diretamente na ação da trama, e em outros fazendo uma ponta quase invisível.
A personagem principal ótima série é Olivia Dunham, uma agente do FBI que para mim sintetiza Dana Scully e Fox Mulder em uma só pessoa, para citar uma das minhas séries favoritas de todos os tempos. Não quero fazer spoilers neste texto, mas o crescimento da agente Dunham ao longo dos capítulos é nada menos que espetacular, tanto na evolução do personagem quanto na interpretação da atriz Anna Torv.
Peter é outro personagem muito interessante, que consegue resolver as situações mais complexas com seu jeito simples de quem não está fazendo nada demais. Ele também sabe brigar para proteger Olivia quando é necessário, com quem se envolve cada vez mais. Seu relacionamento de amor, ódio, admiração e muita implicância com seu pai Walter é uma diversão para quem assiste. Também digno de destaque é o superior de Olivia, o agente Broyles, interpretado pelo ator Lance Reddick, que também participou de Lost.
Mas não dá para falar em Fringe sem falar no seu grande destaque, o excelente ator Jonh Noble, que dá um show de interpretação depois do outro, com Walter Bishop, um cientista que ficou quase vinte anos preso e voltou para ajudar Olivia Dunhum e o FBI nas investigações. Walter é uma tragédia ambulante, um gênio que perdeu a memória, mas que mantém sua ironia afiada e seu senso de humor meio perverso. As referências a Lost, e outras séries e filmes de ficção científica agradam mesmo aos geeks mais exigentes.
No último episódio da temporada, Olivia Dunham vai finalmente conhecer o ex-parceiro de Walter Bishop, William Bell, fundador da corporação Massive Dynamic, que parece controlar o destino do mundo inteiro. O ator Leonard Nimoy já está confirmado como este personagem, que parece estar por trás de todas as conspirações, fazendo a alegria dos fãs de Star Trek como eu. É por estas e outras que eu gosto cada vez mais de Fringe.


