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O empresário, blogueiro e designer Nick Ellis é o criador do Digital Drops e do AppStore Blog. Além disso ele também é editor do MeioBit, escreve no Blog de Brinquedo e tem muitos outros blogs e projetos prestes a sair do forno.

“Salve Geral”: o dia que abalou São Paulo

22, setembro de 2009, 18:26 | Colunas

Sérgio Rezende não deixa o filme perder o ritmo até chegar ao auge, a rebelião que tomou conta da capital



“Salve Geral”, o dia em que São Paulo parou é um filmaço, daqueles que empolgam a platéia desde os primeiros minutos até o final. Ele é baseado em fatos reais e você mal sentou na cadeira e já é transportado para o drama familiar vivido pela viúva Lúcia e seu filho Rafael, que comete um crime e vai parar na cadeia para encarar a dura realidade de um preso no sistema penitenciário de São Paulo.

Na tentativa de libertar o seu filho, Lúcia, que é vivida com maestria por Andrea Beltrão, conhece Ruiva, advogada com vários contatos na penitenciária e representante do Professor, um dos líderes do Comando. Ao aceitar uma oferta de emprego da Ruiva, Lúcia acaba se envolvendo em várias atividades ilícitas para ajudar seu filho. Não quero contar detalhes da trama para não estragar a experiência de quem vai assistir, mas Salve Geral é um filme daqueles que vão ficar na memória dos espectadores.

O diretor Sérgio Rezende não deixa o filme perder o ritmo até chegar ao auge, a rebelião que tomou conta de São Paulo, que é mostrada com um realismo digno de Tarantino. Quando o “Salve Geral” é ouvido e transmitido pelos celulares dos presos, o filme se torna um espetáculo de tirar o fôlego. Bem diferente do que se viu na TV naquela época.

Recentemente Sérgio dirigiu o excelente “Zuzu Angel”, mostrando detalhes sórdidos da ditadura. Em seu novo filme ele mostra o dia a dia dentro da cadeia e a explosão daquela sociedade que toma conta das ruas literalmente. Em “Salve Geral”, o diretor de clássicos do cinema nacional como “Guerra de Canudos” e “O Homem da Capa Preta” mostra que não perdeu a mão e nem o seu olhar cinematográfico.

O fato inusitado é que nos últimos 5 minutos da sessão acabou a luz do cinema onde estava passando a cabine para imprensa e não voltou mais, mas mesmo assim todos saíram satisfeitos com o que tinham visto até então. Do lado de fora, pude elogiar o filme diretamente ao diretor e dizer a ele que, mesmo sem o final, o filme valeu muito a pena. Eu não consegui segurar a curiosidade e tive que perguntar para alguém da equipe como era o final do filme e a conclusão me surpreendeu. Mal posso esperar pelo dia da estreia para poder assistir ao filme inteiro.

Saiba mais sobre o filme Salve Geral.