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Gilberto "Knuttz" Soares_

Gilberto "Knuttz" Soares Filho, 36 anos, ganhou seu primeiro computador aos nove anos de idade. Foi usuário do pioneiro Projeto Cirandão, e posteriormente de várias BBSs, até ingressar na internet em 1993. Já trabalhou como auditor, controlador e gerente financeiro em empresas "de tijolo". Em 1999, como hobby, começou a criar e manter sites. Em 2006 o hobby evoluiu para atividade profissional através da criação e editoria de sites próprios, como o ueba.com.br, e serviços diversos na área.

Exponha, mas não se exponha!

5, outubro de 2009, 19:59 | Colunas

Reclamar é um direito. Aprenda a fazê-lo sem se arriscar!


Todos nós conhecemos várias histórias do tipo, algumas delas irritantes, outras revoltantes, e algumas até mesmo engraçadas, e muitas vezes somos os protagonistas destas histórias. Estou me referindo àquelas situações em que a relação de consumo com um fornecedor de produto ou serviço dá errado.

Aqueles que vivem mais intensamente as redes sociais já devem ter percebido que o caso do blog Resenha6 versus Boteco São Bento é o fator gerador da coluna, mas não se preocupe, eu não vou contar toda a história novamente, quem quiser saber só precisa dar um pulinho do blog Resenha6, ou até mesmo ler esta matéria na Época Online. Minha abordagem aqui é outra, quero dar algumas dicas de como fazer valer seu direito de bradas ao mundo sua péssima experiência de consumo, com pouco ou nenhum risco de Rê Bordosa jurídica.

O mais importante de tudo é que, salvo no caso de você ter assinado algum contrato de confidencialidade, o que é improvável, você tem o direito a por a boca no trombone e dizer ao mundo como a empresa X lhe atendeu mal, ou lhe vendeu um produto de má qualidade ou defeituoso. Mas se tem algo que eu aprendi com meu pai é que tudo pode ser dito, só precisa saber como dizê-lo. Aqui no caso, a ideia é passar a mensagem sem, entretanto, recair no famoso “calúnia, injúria ou difamação”, os chamados crimes contra a honra.

Primeiro o mais importante: conte o que aconteceu com você. Se você vai narrar uma história bizarra de experiência de consumo, por mais bizarra que ela possa ser, você está protegido ao simplesmente narrá-la, preferencialmente se tiver testemunhas. Mas lembre-se você tem que ter presenciado a história, não vale aqui “disse me disse”.

Evite fazer juízo de valor sobre os envolvidos. Claro, você pode querer chutar tudo para o alto e amaldiçoar o infeliz que te irritou até a quinta geração, mas pese bem, vale o risco de precisar contratar um advogado para te defender de um possível processo de injúria ou difamação? Se você achar que não vale, opte por atacar o que não tem honra. Por exemplo, você pode dizer que “o serviço que X prestou fede”, com tranquilidade, mas se disser que “X fede” você o está injuriando (mesmo que X feda tal qual um lixão). E lembrem-se juridicamente empresas TEM honra e podem sentir-se ofendidas.

Sei que as vezes é difícil manter a cabeça fria para não chutar tudo para o alto, eu já passei por isso algumas vezes, e até mesmo usei a internet para relatar minha frustração, e nunca tive problemas. Fazer valer seus direitos é mais que importante, é cívico, mas ninguém precisa complicar mais ainda a própria vida, não acha?