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Gilberto "Knuttz" Soares_

Gilberto "Knuttz" Soares Filho, 36 anos, ganhou seu primeiro computador aos nove anos de idade. Foi usuário do pioneiro Projeto Cirandão, e posteriormente de várias BBSs, até ingressar na internet em 1993. Já trabalhou como auditor, controlador e gerente financeiro em empresas "de tijolo". Em 1999, como hobby, começou a criar e manter sites. Em 2006 o hobby evoluiu para atividade profissional através da criação e editoria de sites próprios, como o ueba.com.br, e serviços diversos na área.

Inveja versus apatia

14, outubro de 2009, 8:00 | Colunas

Como transformar esse pecado capital em um poderoso estímulo!

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis.

“Geração Coca-Cola”
Legião Urbana
Composição: Renato Russo / Fê Lemos

Poucas músicas refletem tão bem uma geração como “Geração Coca-Cola”, música do Legião Urbana à que pertence a estrofe acima. E é sobre um dos elementos desta música, que reflete os anseios de uma geração que cresceu em meio à repressão do regime militar, que esta coluna versa hoje, mais precisamente, como diz o título, sobre apatia e como a inveja pode ser usada para combatê-la.

Então um dos “sete pecados capitais” não é algo tão ruim?

Eu não estou me referindo àquele tipo de inveja em que alguém vê o vizinho em um carro novo, e instantaneamente pensa “em que atividade ilegal o vizinho se meteu?” e ato contínuo deseja que o cidadão bata em um poste o quanto antes, no mais clássico sentimento dos invejosos apáticos, que esperam as coisas caírem do céu e nunca sequer consideram que alguém trabalhou duro para conseguir algo. Este é o tipo de inveja que vejo condenado entre os pecados capitais.

É tudo apenas uma questão de mentalidade. Dispa a inveja destes elementos negativos e você vai tê-la resumida ao desejo de ter algo. E este desejo pode ser canalizado para combater a apatia, um elemento capaz de motivar mais que qualquer palestra. Simples, você quer, se esforce, corra atrás, saia de sua zona de conforto.

Ter ou querer ter não é errado. Ter ou querer ter é o que movimenta a economia, é o que gera progresso e em última forma, prosperidade. O pecado não mora em querer, o pecado mora em esperar cair do céu e culpar os outros por não acontecer.