Add to My Yahoo! Add to Google

Edney Souza

Viajar é preciso

28/08 - 12:16

 Às vezes me perco tão facilmente dentro da minha cabeça que imagino que esse seja o real motivo de não ter tirado carteira de motorista, se já viajo tanto parado no mesmo lugar fico um pouco assustado com o que faria se tivesse rodas tão facilmente a minha disposição.


Sempre me identifiquei com desenhos como o “O Fantástico Mundo de Bobby” e “Backyardigans“, não pelo fato de ter acompanhado os episódios junto dos meus sobrinhos e das minhas irmãs mais novas, mas porque lembro claramente de ter passado situações idênticas aos dos personagens. Entre meus 5 e 20 anos, seja brincando de faz de conta no quintal, ou durante uma partida de AD&D eu de repente era teleportado da minha casa para um mundo imaginário de onde me lembro claramente não só das imagens, mas do vento batendo em meu rosto, do cheiro das masmorras, da emoção de perigo eminente a cada jornada.

Ok, me perdi um pouco, desculpe, já voltei. O parágrafo anterior ficou parecendo aquelas vinhetas vespertinas, e não precisei da ajuda do Gerador de Chamadas da Sessão da Tarde para escrevê-lo.

Apesar de nunca ter usado drogas para provocar esses delírios eu tenho certeza de que café é um risco para uma mente dispersa como a minha, meus amigos dizem que estou enlouquecendo quando afirmo que o mundo fica mais claro e as pessoas mais devagares quando eu tomo muito café, talvez eu precise de drogas para deixar de perceber as coisas assim de forma tão fantasiosa. Ou talvez eu apenas precise deixar de viajar dentro da minha cabeça e começar a percorrer o mundo com meus pés.

Talvez a dose que eu precise seja apenas de realidade.