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O empresário, blogueiro e designer Nick Ellis é o criador do Digital Drops e do AppStore Blog. Além disso ele também é editor do MeioBit, escreve no Blog de Brinquedo e tem muitos outros blogs e projetos prestes a sair do forno.

Battlestar Galactica

25, janeiro de 2010, 13:27 | Colunas

Uma das melhores séries de ficção científica de todos os tempos. So say we all!

A minha biografia de fanático por ficção científica até pouco tempo tinha uma grande falha, eu não tinha assistido a série Battlestar Galactica, que estreou como uma minissérie de 4 horas em 2003 e depois se transformou em uma série que durou quatro incríveis temporadas. Se não fosse a insistência de alguns amigos, ainda não teria assistido a uma das melhores séries da minha vida e não saberia o destino dos sobreviventes das Doze Colônias.

Eu me lembro de ter assistido e adorado a série original nos anos 70, que só durou uma temporada, mas ao contrário de Star Trek, Galactica não continuou fazendo parte da minha vida, por isso quando soube que iriam fazer um remake, não me interessei muito pelo assunto. O que eu não sabia é que a nova BSG não era uma simples refilmagem, pois com todo o respeito a série original, trata-se de um algo completamente diferente.

Fiz uma verdadeira maratona para assistir a série, e em poucos meses, já assisti a tudo que existe a respeito, incluindo os longa metragens. A série dos produtores Ron D. Moore (de Star Trek Deep Space Nine) e David Eick tomou conta da minha vida mais rápida que uma viagem FTL drive (Faster Than Light), e esta é uma viagem sem volta. So say we all, como diz o Almirante Adama, sendo acompanhado por toda a tripulação da Galactica.

Battlestar Galactica é uma série épica, que nos trouxe o terror dos Cylons, que na versão antiga eram robôs centuriões que declaram guerra contra a humanidade, e na versão recente evoluíram para andróides totalmente indistinguíveis dos seres humanos, dos quais só existem 12 modelos. As diferenças entre as duas histórias são sempre favoráveis a nova série. Na série dos anos 70 os Cylons não haviam sido criados pelos próprios humanos, algo que dá uma profundidade muito maior a trama.

Lidando com temas profundos como diferenças de religião, direitos humanos, fanatismo, terrorismo, homens bomba, guerra civil e até mesmo tortura, BSG é uma série crua, brutal e apaixonante. As cenas de exteriores das naves parecem filmadas por uma equipe de documentaristas, pois são realizadas com extremo realismo, como se fosse um documentário sobre o 11 de setembro.

Os personagens são escritos com tanta humanidade que em pouco tempo parecem ser seus amigos íntimos de infância. O elenco principal conta com os grandes atores Edward James Olmos e Mary McDonnell, e apresenta os excelentes James Callis, Michael Hogan, Jamie Bamber e Aaron Douglas. Katee Sackhoff, que vive a Starbuck (um personagem que na série original era homem) e Grace Park estão perfeitas nos papéis de sua vida, e Tricia Helfer, que foi descoberta em um anúncio de lingerie faz vários papéis totalmente diferentes uns dos outros com as várias versões da Cylon Six, dando um verdadeiro show de interpretação

A terminologia ?skin jobs? remete a Blade Runner, que é uma das muitas inspirações de BSG. Para quem gosta de ficção científica as referências são muitas, de Star Wars a Star Trek. Os nerds e geeks não ficam de fora, com a participação de John Hodgman, também conhecido com o PC dos comerciais da Apple. A humanidade dos personagens e a riqueza das histórias tornam Battlestar Galactica algo único na história da TV, uma realização que ainda deve demorar muitos anos até ser alcançada, misturando qualidade com uma enorme popularidade.

Apesar da tristeza pelo final da série, hoje os fãs de Battlestar Galactica estão felizes, porque é o dia de estreia (no exterior) da nova série Caprica, que se passa 58 anos antes da história descrita em BSG, e que mostra o que está por trás da criação dos Cylons. Eu já vi o episódio piloto, e fico muito satisfeito em poder revisitar uma parte do universo de Battlestar Galactica.

Com seus temas atuais e polêmicos, Battlestar Galactica não é uma simples obra de ficção. Um amigo meu já tinha me contado a respeito da passagem da equipe de BSG pelas Nações Unidas, e outro dia tive o privilegio de assistir ao vídeo completo do encontro, que foi arrepiante. Se você quiser, também pode assistir ao vídeo (no formato Real Player). Não quero estragar a surpresa, mas ao ouvir um representante da ONU falando sobre raça e etnia, Edward James Olmos incorporou o próprio Almirante Adama e disse: Só existe uma raça, a raça humana. So say we all!