Para ver o circo pegando fogo
São, às 19h51 desta quarta-feira de novembro, aproximadamente 5.301 citações em blogs falando sobre a vinda do Radiohead para o Brasil [mas a coisa está só começando...].
Alimento uma teoria meio Maomé e a montanha quando se trata dos novos meios de comunicação: se você não vai até a notícia, a notícia vai até você. É inescapável: quando você menos espera… PLAFT! ficou sabendo de uma novidade. Assim, a vinda do Radiohead para o Brasil é assunto mais do que gasto, nas duas vias. Seja de quem está atrás da bendita confirmação do show dos caras, seja de quem não está nem aí.
Muitos já foram os martelos batidos, as certezas, os boatos quase confirmados… Mas nada realmente concreto. E aí que dentro dessa lenda da vinda do Radiohead para o Brasil, temos um personagem essencial para contar direito a história: o colunista do IG, Lúcio Ribeiro. Responsável pela coluna Popload, Lúcio é referência no meio do jornalismo musical [concorde você ou não] por sempre conseguir informações privilegiadas. Um trabalho de fontes e relacionamento rico, pode apostar. Tá, mas por que ele é peça fundamental nisso? Por que ele é um dos grandes donos de dizer que o Radiohead vem para o Brasil, fato que virou até piada. Interna, inclusive.
Só que dessa vez a coisa é diferente. Como costumo fazer com os shows confirmados por boatos, vou direto na agenda do artista em seu site oficial. E dessa vez não dá pra fugir: é Radiohead no Brasil-sil-sil!
Como eu disse tem um tempo, prevejo histeria coletiva e princípio de guerra civil assim que forem confirmadas as datas desses shows, embora à época ninguém levasse essa minha previsão realmente a sério. Sim, continuo pensando que a coisa vai ser mais feia que quando liberaram as datas dos shows da Madonna.
Se eu não tenho receio de queimar a língua? Claro que não. O centro disso tudo, de observar atentamente as atualizações do Twitter e meus feeds, é a diversão do ponto de vista comunicacional. É ver a sede por novas informações, a disputa pela banda de abertura favorita, o sonho pelo repertório perfeito, o medo de dormir e ficar sem ingresso… É, traduzindo de verdade, ver o circo pegando fogo. Estamos aqui, também, pela galhofa.
Ano passado a Feist foi confirmada como atração do Tim Festival. Reza a lenda que, coisa de 3h depois liberação da venda dos ingressos, não havia mais UM ticket para contar história.
Por isso é que eu mantenho o botão F5 do meu computador trabalhando pesado desde ontem, na imortal esperança de não perder nenhum detalhe do buzz, de tomar conhecimento tão logo seja possível da confirmação das datas do Radiohead no Brasil, não ficar sem ingresso e, de quebra, ver o ON SALE SOON se transformando em ON SALE NOW. Te prepara, cartão de crédito!


