A importância e a necessidade do link
Interligações, vínculos, ou simplesmente, links. Saudações. Como acredito que a imensa maioria não me conheça, começo minha primeira coluna no Yahoo! Posts me apresentando.
Meu nome é Gilberto Soares Filho, mas muitos me conhecem pela alcunha de “Knuttz”, e há mais de seis anos edito um site colaborativo chamado Uêba, cujo conteúdo principal são links para outros sites. Neste meio tempo já publiquei mais de 66.000 deles, em meio a um total que estimo entre 120.000 e 130.000 link analisados.
E é justamente pela importância que dou aos links, que vou usar este espaço hoje para falar da necessidade e importância de seu uso. Não o uso interno, através de links a outras páginas de seu site, não o uso gerado em trocas e parcerias, mas o uso orgânico de links.
O link orgânico é aquele que nasce do desejo, ou necessidade, do editor em dar ao seu leitor mais informações, é o tipo de link que demanda desprendimento, já que normalmente indica conteúdo além das fronteiras do site ou blogue.
O motivo de eu fazer isso aqui é porque considero que uma parcela muito maior que a desejável de editores tupiniquins não tem o costume de fazer este tipo de link, principalmente os mais inexperientes. Existe uma ânsia em reter o usuário dentro do site, e às vezes fica a sensação de “segura, segura, segura, não deixa ele (leitor) sair!”. Não quero bancar o superior, não me entenda mal, quando eu comecei a editar meus primeiros sites pessoais, lá por volta de 1998, eu era “mesquinho” com links, e fazia todo o possível para segurar o visitante dentro dos meus sites.
O tempo, entretanto, me ensinou que aquilo não era necessário, e eu descobri que, por mais que eu fizesse links para sites externos, dentro do conteúdo que publicava, não havia perda de tráfego. Foi libertador. E o mesmo tempo que me ensinou a dividir pragmaticamente os tipos de links que uso nas postagens que faço em dois, coisa que facilita a seleção do que vai ser usado.
O primeiro tipo tem cunho técnico, e eu batizei de “link de credibilidade”. Sempre que vou postar uma notícia, ou desenvolver um texto a partir de uma, só o faço se tiver uma forma de dar ao usuário uma maneira de corroborar o fato. Eu parto do princípio que uma parcela dos visitantes do meu site não me conhece, e não tem a menor idéia da minha índole, responsabilidade e/ou honestidade. Logo, eu considero que tudo que gira em torno de algum fato deva obrigatoriamente ser publicado com um link que permita sua verificação, isso ajuda a vencer o ceticismo natural, e torna mais palatável o desenvolvimento de argumentações.
O segundo tipo mais voltado para conteúdo, batizei de “link enriquecedor“. Este tem por objetivo ofertar ao leitor, hora subsídio para melhor entendimento do conteúdo apresentado, hora aprofundamento ou expansão da oferta de conteúdo. Neste caso, o usuário sai de seu site, mas sai com uma boa experiência e é grande a possibilidade que ele guarde uma boa lembrança de uso, o que vai terminar fazendo com que ele volte a lhe visitar. Boa experiência de uso é o melhor caminho rumo a fidelização de usuários.
É evidente que isto não é ciência exata, nem receita de bolo. Nada vai funcionar se o conteúdo que você oferece não for interessante ao público que você determinou como alvo. Mas este é o comportamento que adoto em todos sites que produzo e/ou participo, e felizmente tem funcionado muito bem, obrigado.
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Para não deixar passar em brancas nuvens na coluna o fato de estarmos na primeira semana das Olimpíadas de Pequim, seguem dois links curiosos do New York Times, o primeiro mostra a evolução das tochas usadas em todas as olimpíadas, e outro um curioso mapa dinâmico de medalhas, separado ano a ano. Ambos os sites demandam o plugin flash.


