Mas que beleza de calor, hein?
A estação mais quente do ano tem seus encantos e escreve seus poemas visuais.
Como já dito inúmeras vezes, sou de uma cidade em que o calor domina. Em que é quente o tempo todo, todos os dias. Em que se sua mesmo estando parado. E onde não venta.
Assim, quando vim para São Paulo, finalmente pude comprovar o que são as chamadas frentes frias, mas, em destaque, as estações do ano. Verão, outono, inverno, primavera, verão… Tudo bem dividido, mesmo que tudo no mesmo dia. E quando se tem a possibilidade de encontrar pessoas empacotadas, de cachecol, capa de chuva e luvas - no inverno -, ver tudo se transformar para receber o calor do verão é uma honra.
Não que eu não goste de frio. Na real, adoro. Mas quando o verão e seu calor chegam, o que me chama a atenção são as mudanças no vestuário feminino. Ah, as mudanças de vestuário feminino.
De repente, as mangas somem e lá vem as alças, mostrando braços e ombros. As calças viram bermudas ou shorts e apresentam a nova estação às pernas. Os vestidos querem encontrar os joelhos e as saias se afastarem deles - ambos brincam com as formas das coxas e dos derrières. Os decotes querem dar um pouco de sol para os seios, tanto tempo aprisionados dentro de casacos e moletons. Os pés ganham liberdade nos chinelinhos e sandalinhas. Tudo tão encantador… E confortável também, claro. Com um calor intenso, que mulher gostaria de ter que encarar uma calça jeans, ou um terninho? Conforto para o dia-a-dia para elas, prazer visual para nós.
Eis então que caminhar pela cidade é uma deliciosa brincadeira para os olhos. Para onde olhar primeiro? Para a mocinha que faceira caminha pela Avenida Paulista, com as pernas dando bom dia aos passantes, ou para a mulher que oferece os braços enquanto amarra o cabelo?
Isso sem falar das cores, dos tecidos, dos cortes. Das flores, dos cheiros. Aliás, é a época dos diminutivos, dos vestidinhos, das blusinhas, das sainhas… Uma época em que os encantos físicos das mulheres se apresentam. E não quero ser açougueiro aqui, óbvio. Só me encanta a idéia das moças, garotas, jovens e mulheres voluntariamente nos oferecerem este espetáculo. Não é só um desejo por ver carne, é o prazer da visão.
O verão, mesmo que uma tormenta quando se pensa nas altas temperaturas que experimentamos, tem e mostra suas vantagens. Não sei se as meninas adquirem a mesma “vantagem”, mas pense nisso quando for reclamar do calor de novo.


