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Gilberto "Knuttz" Soares_

Gilberto "Knuttz" Soares Filho, 36 anos, ganhou seu primeiro computador aos nove anos de idade. Foi usuário do pioneiro Projeto Cirandão, e posteriormente de várias BBSs, até ingressar na internet em 1993. Já trabalhou como auditor, controlador e gerente financeiro em empresas "de tijolo". Em 1999, como hobby, começou a criar e manter sites. Em 2006 o hobby evoluiu para atividade profissional através da criação e editoria de sites próprios, como o ueba.com.br, e serviços diversos na área.

Você não é seu empreendimento

3, fevereiro de 2009, 20:15 | Especiais
Muito espaço para ideias boas e sólidas. Preparado de verdade?
Uma das coisas que o ambiente do cyber-espaço permite, é a proliferação de empreendimentos de forma que remonta ao cinema novo, lembra daquele papo “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”. Hoje, qualquer pessoa com um pouco mais de sanha empreendedora e conhecimento, ou capacidade de absorver conhecimento, pode executar sua idéia e criar seu próprio negócio. Mas isto é a parte óbvia.
O outro lado deste tipo de empreendimento, personalíssimo, em que o indivíduo chega ao ponto de confundir-se com seu empreendimento, afinal, não raramente, tudo começou com um investimento pessoal muito pesado, tenha sido raspando as economias e pegando empréstimos com a família e amigos, tenha sido com um pesado investimento de tempo em detrimento da própria qualidade de vida – não que isso não aconteça com quem começa alavancado, mas neste caso, geralmente também há um apoio empresarial –, torna tudo muito mais pessoal e faz com que muitas vezes o empreendedor entenda como ofensa pessoal uma crítica ao seu empreendimento. 
Eu entendo o que sentem estes empreendedores, o ciclo que descrevi acima, é o meu ciclo, eu desenvolvo minhas ferramentas à custa de um forte investimento em tempo, e algum em dinheiro, e bem sei como às vezes doem as críticas, ou como é frustrante e irritante receber uma proposta indecorosa, ou até mesmo ser subavaliado. Mas o fato é que todos nós precisamos saber separar a identidade do empreendimento de nossa própria, faz-se extremamente necessária a compreensão que as críticas ao empreendimento, principalmente quando exercidas de forma direta, por mais duras que sejam, podem e devem ser filtradas e sua essência alcançada a fim de melhorar o próprio negócio, bem, é desta forma que eu procuro me portar.
Este tipo de comportamento vem da própria cultura corporativa que só o tempo, ou da orientação de alguém que já a tenha e seja capaz de repassá-la. Respeitar e dar, ou deixar, o empreendimento ter sua própria identidade ajuda-o a ser reconhecido por suas próprias práticas e hábitos, não sou eu, não é você, é o empreendimento, não é pessoal, são negócios. O afastamento, enquanto não muito simpático, concordo, é uma forma efetiva de proteger qualquer tipo de relação interpessoal. 
Quando for negociar ou lidar com críticas, tenham em mente que pessoas são amigas, ou colegas, ou qualquer coisa que o valha, empresas negociam ou lidam com problemas e soluções.