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Gilberto "Knuttz" Soares_

Gilberto "Knuttz" Soares Filho, 36 anos, ganhou seu primeiro computador aos nove anos de idade. Foi usuário do pioneiro Projeto Cirandão, e posteriormente de várias BBSs, até ingressar na internet em 1993. Já trabalhou como auditor, controlador e gerente financeiro em empresas "de tijolo". Em 1999, como hobby, começou a criar e manter sites. Em 2006 o hobby evoluiu para atividade profissional através da criação e editoria de sites próprios, como o ueba.com.br, e serviços diversos na área.

Hábitos envelhecem e morrem ou só mudam?

17, fevereiro de 2009, 19:10 | Especiais

Mudanças no seu dia-a-dia instigam e provocam mais do que se imagina.

Viver é engraçado. Quando somos pequeninos, queremos crescer para brincar como meninos grandes, quando nos tornamos meninos grades e adolescentes, tudo que queremos, além de sexo, é chegar logo à universidade, em parte para fazer mais sexo, e começar a cuidar do próprio nariz. Mas o fato, é que estamos sempre querendo algo que enseja uma mudança no caminho. 

Algumas mudanças são mais fáceis, não passam de uma simples progressão do que éramos para o que seremos, outras indicam um rompimentos que levarão a uma inevitável mudança de hábitos, seja não poder mais dormir atravessado na cama, porque agora você a divide com alguém, seja não farrear mais tanto porque suas responsabilidades te cobram caro aquela noite em claro na balada que antes era tão natural. E estes hábitos, benditos ou malditos, nos fazem quem somos. 

Cada rompimento em que hábitos antigos terminam por ser substituídos por novos, são momentos chave e não raramente traumáticos. Como saber lidar com estes momentos podem representar a real diferença entre ser ou não feliz. Eu já vivi e vivenciei grandes rompimentos, desde pessoas que separaram-se para seguir caminhos diferentes, e várias pessoas que já foram financeiramente privilegiadas e não mais são, ou perderam e ganharam, e se tem uma coisa que eu aprendi ao longo dos anos com estas vivências, é que na capacidade de absorver estes rompimentos reside a própria capacidade de ser feliz. Existe uma palavra para isso, que foi apregoada à exaustão pela política do governo Bush: resiliência.  

Não sei se estou reflexivo demais por estar a poucas semanas de viver novamente um destes momentos, no caso uma cirurgia para redução de estômago - o outro foi o rompimento com dinheiro muito abundante em meados da década de 1990 -,  mas o fato é que tenho parado para analisar, como dizem no sertão nordestino,  o pratrasmente mais do que habitualmente faço, talvez por saber que o futuro, pelo menos próximo, trará ao meu dia a dia, grandes mudanças. Mas viva a resiliência, que ela proteja meus bons hábitos ;-) 

No demais, ficam meus votos de um feliz carnaval a todos, muita folia para os que gostam e descaso para quem não curte, e lembrem-se dos velhos e sábios mantras, se beber não dirija, e sexo, só com a boa e velha camisinha ;-)